umvelhoamigo:

Criamos um mundo de mentiras como escudo, para não chorarmos com as verdades que nos cercam.

Umvelhoamigo


Eu sempre achei um exagero todos os filmes e livros de romance que descreviam a perda de um grande amor. Toda aquela dor física, aquele desespero, aquela crise existencial apenas por causa de um namorado me deixava enojada. Garantia a mim mesma que jamais deixaria alguém me afetar dessa forma, que isso era impossível, afinal a vida é muito mais do que um relacionamento desfeito, eu pensava. Até que você entrou na minha vida, tirou o meu chão, virou o motivo da minha alegria, o meu maior desejo, o meu grande amor. Tudo era você, por você, de você, e para você. Viver ao seu lado foi um sonho do qual eu nunca queria ter acordado. Mas você se foi. Descobri que o problema não é amar, o problema é não ser amado. Você não sentia nem metade do que eu sentia por você. Então todas as suas atitudes grosseiras, estúpidas e idiotas destruíram nosso amor pouco a pouco. Eu suportei tudo que pude, até o momento que as minhas forças minaram. Fiz tudo que estava ao meu alcance para poder estar ao seu lado, para poder sentir o alívio de ainda poder dizer que você era meu. Até que você não me deu outra escolha a não ser desistir, suas loucuras estavam me matando aos poucos e, por incrível que pareça, ainda restava em mim um pouco de amor próprio. O pior dia da minha vida. O dia em que eu pedi para você sumir dela. O dia que eu tive certeza que jamais sentiria seu cheiro outra vez, que eu jamais te beijaria de novo, que o seu sorriso não seria mais meu. A dor que eu senti eu não consigo transcrever aqui. Falta de ar, dor na boca do estomago, nada pode descrever o que eu senti quando meu mundo caiu. A minha vida era imaginada ao seu lado, todos os meus sonhos tinham você como ator principal. Você era um vício. E os dias que se seguiram eu me senti doente. Um pedaço de mim foi arrancado, sem anestesia, sem nada para colocar no lugar. Apenas vazio e lágrimas. Hoje eu ainda sinto a dor, sinto a falta, sinto uma tristeza sem igual, mas estou me reerguendo. Não que eu vá me curar algum dia, não consigo acreditar nisso, mas eu acostumando a viver assim, pela metade. Os filmes e os livros, com suas intensas e extensas descrições de perda de grandes amores, não conseguem chegar nem perto de mostrar o que realmente é sofrer por amor. 



“E mais uma vez, eu abri uma página sua de uma rede social e fiquei olhando sua foto. Como eu já sorri olhando praquilo, você não tem idéia. Mas das ultimas vezes, infelizmente não era sorrindo que eu olhava, era com desanimo, com saudade e mágoa misturadas. Porque você tinha que morrer? Porque você tinha que matar tudo que eu sentia? Me obrigar a morrer também. Me obrigar a fingir estar viva pra todo mundo. Me obrigar a não chorar, quando tive vontade de chorar. Vontade de te esmurrar, te dizer que você é um idiota, um babaca, um cretino, um fraco, nunca passou disso. Nunca uma piada sua foi engraçada, nunca você me surpreendeu. Nunca. Mas eu não consigo deixar de pensar em você, a cada dia, a cada ato meu. E quando eu procuro outras pessoas, eu procuro imaginando você me vendo. E tendo ódio de mim. Porque eu quero que sinta ódio. Porque ódio significa alguma coisa, e é melhor que indiferença. Você que já foi tudo, já foi minha esperança, foi meu futuro imaginado, hoje não é nada. Não passa de uma foto numa rede social. Se eu vivo bem sem você, porque eu continuo te olhando? Porque eu sempre volto aqui? Porque eu ouço musicas que falam de tristeza? Por quê? Você não vale isso. Mas eu faço. Eu continuo fazendo. Como uma cerimônia de luto, eu sigo a risca. Mas acontece que você não morreu de verdade, do jeito que eu preferia que morresse. Você está ai vivo, vivendo sua vida, fazendo suas coisas, feliz, tranqüilo, sem sentir minha falta, sem olhar minha foto em rede social. Porque eu não consigo? Porque você não podia ser alguém? Eu esperei muito de você? Não. Eu não esperei nada, eu entendi tudo, eu entendia o que ninguém entenderia. Eu respeitei. Eu fiz como você quis. Tudo. Eu me anulei. Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu agüentei besteiras. Agüentei tudo. Ajuntando do chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite (…) No outro dia um desconhecido me pedindo pra tratá-lo como qualquer um, por favor. Você é meu personagem favorito. O dono de todos os meus textos, de todas as minhas histórias. O dono da curvinha das minhas costas. E eu tenho que dizer isso agora, só pra uma foto numa rede social. Porque você morreu na minha vida. Você pediu demissão, seu cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria até de secretária se te agradasse. E você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada. Me diz agora? Como viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar as vezes, me domina.”
Tati Bernardi. (via flutuando-por-ai)

“It’s like I checked into rehab
And baby, you’re my disease.”



23-deoutubro:

“Ai você faz lá as suas merdas, e deixa a garota por qual você lutou pra ter, ir embora. Olha ao seu redor. O que faz sentido? Uma tequila e duas vodkas? Ou então dois cigarros e uma taça de vinho? Caralho. Vai mesmo deixar a mulher da tua vida passar assim de bandeja? Não vai fazer nada para que ela fique? Ela está indo embora, e não volta. Ela não vai voltar. Me diz, o que faz sentido quando você acorda? Não me diga que são os passarinhos cantando na janela do seu quarto. Vai dizer que você não se sentia feliz ao ver o sorriso dela pela manhã? Vai dizer que o sorriso dela não era o mais bonito que você já viu na vida? Porra. Acorda. Tem muito marmanjo por aí, querendo a garota que te ama. E você aí, deixando ela passar, deixando ela ir embora, deixando ela tomar outro rumo. Pra quem você vai ligar ás 00h00 e dizer, “faz um pedido?” Pra quem? Pra pizzaria é que não é. Quem vai te fazer feliz? Essas garotas “Corrimão de quartel” que você encontra nessas baladas que você vai? Ou uma loira bem gostosa que fica sempre sentada em frente um bar, procurando um otário pra pagar a conta? Te garanto que feliz ela não vai te fazer, porque a tua felicidade era outra coisa. Tinha outro nome. Outro sorriso. Outro cheiro. A tua felicidade, era tua. E você vai lembrar que não é mais, você vai lembrar que a tua felicidade já arrumou outra felicidade. Quando você for atrás daquela garota chata, grudenta, que te telefonava de 15 em 15 minutos, que tinha ciúmes doentios de você, ela vai ter outro. E aí você perdeu. Você nunca vai se perdoar por ter perdido-a. Você vai bater com a cabeça na parede e perguntar “porque?” E não vai ter resposta. Você vai bater na porta dela. E sabe quem vai atender? O outro. E você vai dizer “Cadê ela?” e ela vai responder. “Aquela otária de uns meses atrás? Foi embora.” E você, vai se jogar aos pés dela. Se jogar. Quem diria né? Um cara tão cabeça feita como você, rastejando por mulher. E você sabe que ela vai fazer? Rir da tua cara. Porque mulher é assim. Quando ama, ama pra caralho! Mas quando quer te foder… Fode a tua vida inteira. E sabe o que você vai dizer depois disso tudo? “Perdi a mulher da minha vida” É, você perdeu.”

“A gente só sabe o que é saudade, quando aquilo que fazia parte de nós, já não faz mais.”

“Não puxo saco de ninguém, detesto que puxem meu saco também. Não faço amizades por conveniência, não sei rir se não estou achando graça, não atendo o telefone se não estou com vontade de conversar.”
Caio Fernando Abreu (via fuckingfeel)

“Só não quero imaginar você,
vivendo outros amores por aí.”
Jorge Vercilo  (via tenho-problemas)